Bichos e Crianças

Aprendendo a Amar
Quando as crianças descrevem seu relacionamento com bichos de estimação, falam do amor que sentem por eles e de suas rotinas. Dessa maneira, diz Boris Levinson, um pioneiro no uso de animais em psicoterapia, a intimidade com os animais promove a auto-estima, o autocontrole e a autonomia. O ato de cuidar – significado alimentar, educar ou treinar, assim como ajuda a crescer – exige que as crianças leiam sinais não-verbais e atendam devidamente às necessidades por eles expressas.
Com isso os bichos de estimação ajudam as crianças a se sentirem competentes de maneiras muito mais complexas do que quando aprendem a usar o trono, comer os legumes ou amarrar os sapatos. Parte do sentido de Constança que proporcionam, diz Blenda Bryant, professora de Ciência Comportamental Aplicada da Universidade da Califórnia, em Davis, está no fato de que as rotinas e necessidades dos animais permanecem constantes, enquanto o mundo ao redor da criança faz exigências cada vez mais complexas.- Os animais interagem com as crianças, e seus sinais são bastante claros – disse Poresky, quando conversamos sobre sua pesquisa. – O cachorro senta no meu pé e se encostam em mim, quando quer dar uma volta.

A compreensão de que há uma criatura com sentimentos diferentes dos seus afasta as crianças de seu ponto de vista egocêntrico. A compreensão dessa diferença é a base do desenvolvimento da personalidade. Se você quer que seus filhos sejam criaturas sociáveis, ajude-os a desenvolver a empatia.O interesse das crianças pelos bichos de estimação é o elemento forte da infância que sobrevive enquanto amadurecem, criando uma constante, num mundo em transformação. Ao estudar o modo como os animais e as crianças cuidam uns dos outros, a professora Gail Malson pediu a um grupo de pais que classificassem como seus filhos no pré-escolar, da segunda a quinta série, passavam seu tempo.

Na idade pré-escolar, as estimativas dos pais mostravam que as crianças eram muito ligadas à vida doméstica. Brincavam e cuidavam dos bichos de estimação, tinham mais contato com pessoas mais velhas e com seus irmãos menores. Conhecendo o nível de habilidade da maioria das crianças em idade pré-escolar, presumo que isso reflita o fato de que passam muito tempo com a mãe, que lhes pede para ajudá-la, dentro de suas limitações. Ao entrarem na escola, os passatempos da idade anterior ficavam para trás. Aumentava a preocupação com os bebês em geral e os irmãos em particular diminuíam, mas o interesse pelos bichos de estimação mantinha-se firme, mesmo quando as obrigações aumentavam.

Fonte: adaptado de: “O Poder Curativo dos Bichos”, Dr. Marty Becker, editora Bertrand Brasil

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