Meu cachorro, minha vida!

Publicamos hoje o depoimento de alguém que FEZ A DIFERENÇA e mudou a vida de um cão que estava sofrendo maus tratos: Danielle Romani


Foi um domingo especial. Vinte de janeiro de 2002. Por que? Porque encontrei um dos grandes amores da minha vida, Zeus Romani, o mais lindo filhote que alguém poderia querer no mundo.
Tudo aconteceu assim: morava em Brasília, e decidi ir passear na rua, com a filha do meu atual marido. O horário era meio inadequado: meio dia, calor brutal, mas não sei porque, deu vontade de ir caminhar.
Minutos depois de estar andando, dei de cara com uma bola de pelo branca, pequenininha, linda, no chão quente, acompanhado por uma senhora, que parou e me encarou, com ar visivelmente cansado. Fiquei encantada, e Amanda, que estava comigo, disse: ele quer você!

Até então tinha tido apenas gatos, e não cogitava ter um cachorro sob hipótese alguma. Considerava que um cão me daria trabalho, seria um estorvo no meu dia a dia. Me limitei a dizer: você está louca, pirou?! Ele tem dona e porque iria me querer!? Continuei andando por mais meia hora. Na volta para casa, um calor de rachar,olho pro lado e vejo a bolinha de pelo na grama, com as pernas pra cima, linguinha pra fora, visivelmente cansado, estressado, diria que extenuado. Fiquei louca de raiva! Sem pensar, peguei ele no colo, xinguei a mulher de irresponsável, insensível, sai olhando nos seus olhinhos e dizendo: meu amor, meu raio de sol, meu floco de neve, e me dirigi para um posto de gasolina, a fim de conseguir um pouco de água pra lhe dar.

Foi quando a mulher me disse: se você quiser pagar R$ 50 é seu. Não pensei duas vezes: ela me acompanhou até em casa, pegou o dinheiro, disse que tinha resolvido vendê-lo porque ele não seria bem tratado e nunca mais cheguei a vê-la. Me contou que ele nascera em 6 de dezembro, portanto, que tinha pouco mais de um mês e meio. Tratei imediatamente de comprar ração para filhotes, providenciar no outro os cuidados veterinários, mas nesta época ainda não assumi o compromisso com ele 100%, uma vez que meu ex-marido tinha três filhos, que passeavam com Zeus de manhã e de noite. Eu me limitava apenas a mimá-lo e arcar com as despesas alimentares e veterinárias.

Quando me separei, em 2003, os meninos foram embora. Mudei de apartamento, ficamos sozinhos, e percebi que ele estava sensivelmente deprimido e que não resistiria caso não tivesse a mesma atenção. Foi quando percebi quanto o amava e quanto era necessário cuidar desta vidinha. Passei a acordar cedo (antes me levantava bem tarde), dispensei farras, viagens em que ele não pudesse me acompanhar e descobri que a melhor coisa do mundo é ser responsável por alguém. Amigos, meu atual marido, família, todos sabem, que Zeus é meu compromisso número 1, que me faz dispensar qualquer programa no qual ele seja submetido a condições de estresse ou de abandono.

 Só viajo ou durmo fora se Mauricio, meu marido, ou alguém da minha família, puderem ficar com ele. É minha prioridade. Em troca, tenho uma felicididade tão enorme de estar junto da minha bolinha de pelo - que descobri, depois de um ano, ser um bichon frisé (antes achava que era um poodle lata) - , que entendi: ele veio para me educar, me tornar mais responsável, mais amorosa, com ele aprendi, verdadeiramente, a me doar.

Bem, hoje moramos no Recife e em dezembro mudarei para uma casa  e já adotei uma filhotinha SRD, que ainda está mamando, e que só ficará comigo em dezembro, Meu marido, que já requisitou a posse e a guarda dela (a mãe da nossa filhota pertence a um cara que tem uma carroça e vive de catar material reciclado), será responsável pelos cuidados da filhotinha, que talvez se chame Juno e de quem ainda nem conheço o fucinho, apesar de já amá-la muito!

Conto tudo isso pra que as pessoas entendam que cachorros são seres especiais, que trazem alegria, harmonia e grande felicidade às nossas vidas. Outro dia, pensando sobre gatos e cães, me veio a seguinte imagem. Gatos, pela independência, sabedoria, inteligência e astúcia são verdadeiros mestres. Cachorros, eternas crianças, são anjos trazidos para alegrar nosso dia a dia. Para seguir conosco, colorindo nossos dias cinzas e nos despertando a capacidade de amar.

Essa é nossa história de amor. E acho ela muito especial.

Danielle Romani, jornalista, 48 anos, adotada por Zeus Romani, bichon frise, prestes a completar nove anos.

2 comentários:

  1. Goretti Queiroz disse...:

    Dani,

    Ja conheço esta estoria e nao deixo de me emocionar cada vez que leio. Parabens pela nova filhotinha. PAZ e LUZ p esta linda familia. bjssss

  1. Tatiana disse...:

    Linda e emocionante essa história. Acho que todos que cuidam de um cachorro se identificam um pouco com ela. A relação é essa mesmo: amor incondicional de ambas as partes! Eles são uma lição para nós humanos. Viva, Dani, viva Zeus e viva a nova componente da família!
    Bjsssss

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